Baduhenna
| Povo | Frísios (Frisii), costa do Mar do Norte |
| Única atestação | Tácito, Anais IV.73 (fatos de 28 d.C.) |
| Lugar de culto | Um bosque sagrado (lucus), sem localização conhecida |
| Nome | Proto-germânico *badwō, “batalha” + -henna |
| Possível paralelo | Baudihillia, inscrição na Muralha de Adriano |
A fonte
Seção intitulada “A fonte”Em 28 d.C. os frísios se revoltaram contra os tributos romanos. Tácito conta que, no contra-ataque, 900 romanos foram mortos “junto ao bosque que chamam de Baduhenna” (apud lucum quem Baduhennae vocant). Outros 400, cercados na casa de um tal Cruptorix, se mataram uns aos outros com medo de serem traídos. Atestado
Isso é tudo o que se sabe com certeza. Tácito não diz que Baduhenna era uma deusa, mas um bosque com nome próprio entre os germanos indica, quase certamente, um bosque sagrado dedicado a uma divindade (veja Germania 9 e 39). Inferido
- O primeiro elemento, badu-, é a palavra germânica para “batalha”, a mesma do inglês antigo beadu e do nórdico antigo bǫð. Então Baduhenna seria uma deusa ligada à guerra. Inferidoetimologia
- O segundo elemento, -henna, é obscuro. Ele foi comparado aos sufixos em -henae / -hen(n)ae dos nomes das Matronae da Renânia. Inferidohipótese
- O céltico tem o cognato *bodwā, de onde vem a irlandesa Badb, deusa da guerra que semeia o pânico na batalha. Inferidoparalelo céltico
Baudihillia
Seção intitulada “Baudihillia”Em Housesteads (Vercovicium), na Muralha de Adriano, soldados germânicos do Baixo Reno (século III) dedicaram altares a Marte Thingsus e às duas Alaisiagae. Num desses altares, as duas são chamadas Baudihillia e Friagabis. Atestadoa inscrição
O elemento baudi- poderia ser o mesmo “batalha” de badu-. Como os soldados vinham da mesma região, alguns autores sugerem uma ligação com Baduhenna. Inferidohipótese
Baduhenna no Germania Institut hoje
Seção intitulada “Baduhenna no Germania Institut hoje”- Deusa da batalha: honrá-la como deusa da batalha e da defesa da própria terra, em memória da revolta frísia contra a cobrança abusiva de tributos.
- Bosque: cultuá-la ao ar livre, num bosque, seguindo o único dado concreto da fonte.
- Coragem: invocá-la diante de conflitos e para ter coragem, com o cuidado de lembrar que o pouco que se sabe vem de uma única frase de Tácito.
Bibliografia
Seção intitulada “Bibliografia”- TÁCITO. Anais, livro IV, cap. 73.
- The Roman Inscriptions of Britain (RIB), inscrições de Housesteads às Alaisiagae (verificar números).
- SHAW, Philip A. Pagan Goddesses in the Early Germanic World: Eostre, Hreda and the Cult of Matrons. Londres: Bristol Classical Press, 2011.
- SIMEK, Rudolf. Dictionary of Northern Mythology. Cambridge: D. S. Brewer, 1993.
