Sumbel
| Inglês antigo | symbel |
| Nórdico antigo | sumbl |
| Essência | Banquete solene com brindes, memória dos mortos, elogios e juramentos |
| Principais fontes | Beowulf; Saga de Hákon, o Bom; Saga de Olavo Tryggvason; Lokasenna; Heliand |
O que é
Seção intitulada “O que é”O sumbel é o banquete em que palavras ditas diante da comunidade ganham peso. Ao beber, cada um lembra os mortos, exalta os próprios feitos e os dos seus antepassados (gielp) e jura um feito futuro (bēot). O que se diz no sumbel compromete quem diz. AtestadoBeowulf
Em Beowulf, o herói se apresenta, conta os seus feitos e jura matar Grendel. Unferth, o þyle do rei, o desafia, e a rainha Wealhþeow serve a taça, primeiro ao rei e depois aos guerreiros. Atestado
Mitos modernos
Seção intitulada “Mitos modernos”O post do blog já desfaz alguns mitos comuns:
- “Todos bebem do mesmo chifre.” Nas fontes, cada um tem a sua taça, caneca ou chifre. Atestado
- “O sumbel é em círculo, em rodadas fixas.” A ordem começa pelo anfitrião, mas depois os brindes e juramentos não seguem uma roda fixa. Atestado
- “Tem que ser chifre.” Chifres de beber aparecem sobretudo em sepulturas de elite. Copos e canecas eram o normal. Atestadoarqueologia
- “Tem que ser hidromel.” A poesia saxã fala em “salões de vinho”, e o Heliand menciona vinho e cerveja. Cerveja era a bebida comum. Atestado
Funções e papéis
Seção intitulada “Funções e papéis”| Papel | Quem | Base | Nível |
|---|---|---|---|
| Anfitrião | O senhor do salão, que abre, dá presentes e encerra | Beowulf | Atestado |
| Senhora que serve | Serve a primeira taça, saúda os convidados e aconselha | Wealhþeow em Beowulf | Atestado |
| þyle | Conselheiro que desafia os juramentos imprudentes | Unferth em Beowulf; o þulr do Hávamál | Atestado |
| scop | Poeta que recita as histórias do povo | Beowulf | Atestado |
| A taça como poço do destino | A taça representa o poço de Urd/Wyrd | Bauschatz, The Well and the Tree | Inferidointerpretação acadêmica |
O sumbel no Germania Institut hoje
Seção intitulada “O sumbel no Germania Institut hoje”Para o Instituto, o sumbel é sempre coletivo: palavra dada precisa de testemunhas. Sozinho, faz-se um blót.
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Entrada. O anfitrião recebe os convidados e os leva aos seus lugares.
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Abertura. O anfitrião faz um discurso de boas-vindas e uma prece aos deuses.
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A primeira taça. Quem serve entra com a taça, saúda os presentes e a entrega ao anfitrião.
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Memória (minni). O anfitrião bebe aos deuses e aos ancestrais. Os outros acompanham.
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Presentes. Se houver presentes a dar, é o momento.
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Canção ou poema (opcional). Alguém recita um poema ou conta uma história.
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Palavras livres. Cada um, sem ordem fixa, faz o seu brinde, conta um feito ou faz um juramento. O þyle pode questionar um juramento que pareça imprudente.
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Encerramento. O anfitrião faz um último brinde aos ancestrais e encerra.
Sobre juramentos: juramento feito em sumbel é coisa séria. Jure só o que pode cumprir, e o grupo deve cobrar.
Bibliografia
Seção intitulada “Bibliografia”- Beowulf. Tradução de J. R. R. Tolkien: Beowulf: uma tradução comentada. Tradução para o português de Ronald Kyrmse.
- Heliand, fitt 24.
- SNORRI STURLUSON. Heimskringla: Hákonar saga góða; Óláfs saga Tryggvasonar.
- BAUSCHATZ, Paul C. The Well and the Tree: World and Time in Early Germanic Culture. Amherst: University of Massachusetts Press, 1982.
- POLLINGTON, Stephen. The Mead-Hall: The Feasting Tradition in Anglo-Saxon England. Hockwold-cum-Wilton: Anglo-Saxon Books, 2003.
