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Mōdraniht

AtestadoRascunho · aguardando revisãoPor Germania Institut
Nome Inglês antigo Mōdraniht (Modranecht, em Beda), “noite das mães”
Fonte Beda, De temporum ratione 15 (725 d.C.)
Data (Beda) Noite de 24 para 25 de dezembro, início do ano
Povo Anglos pagãos
Ligações prováveis Matronae, idisi/dísir, dísablót

Beda escreve sobre os anglos antes da conversão:

“Começavam o ano no oitavo dia antes das calendas de janeiro [25 de dezembro], quando agora celebramos o nascimento do Senhor. E aquela mesma noite, para nós agora sacrossanta, eles chamavam pelo nome pagão de Modranecht, isto é, ‘noite das mães’, por causa, segundo suspeitamos, das cerimônias que nela faziam, passando a noite em vigília.”

Atestado

É tudo o que a fonte diz. Beda não sabe quais eram as cerimônias (“segundo suspeitamos”) e não diz quem eram as “mães”.

  • As Matronae: deusas-mães cultuadas em trio na Renânia (séculos I–V). Os anglos vieram justamente do norte do continente. É a ligação mais citada. Inferidocomparação
  • As dísir nórdicas: recebiam um sacrifício próprio, o dísablót, no início do inverno ou no fim do inverno, conforme a fonte. Eram protetoras da família e da linhagem. Inferidofonte nórdica
  • As idisi de Merseburg: o coletivo feminino do primeiro encantamento, que ata e desata. Inferido
  • As ancestrais da família: a “noite das mães” pode ter honrado as mulheres mortas da linhagem, guardiãs dos vivos. Inferidohipótese

Essas leituras não se excluem. Todas apontam para coletivos femininos protetores da família e da comunidade.

Reconstrução moderna

A Mōdraniht é a noite das Matronae e das mães da família, celebrada como abertura do Yule. Veja no Calendário a questão da data.

  1. Vigília. Seguindo Beda (“passando a noite em vigília”), a celebração é noturna. Vela-se até tarde, se possível até a meia-noite.

  2. Altar das mães. Monte um altar com três velas ou a imagem das três Matronae e com fotografias ou nomes das mulheres falecidas da família (mães, avós, bisavós).

  3. Oferenda. Frutas (como nos relevos das Matronae), pão, mel, leite ou hidromel e incenso.

  4. Memória. Diga em voz alta o nome de cada ancestral feminina e conte uma lembrança ou um feito dela. Cada nome recebe um brinde.

  5. Pedido. Peça proteção para a família e para as crianças no ano que começa.

  6. Encerramento. Faça uma prece de agradecimento. As oferendas são devolvidas à natureza no dia seguinte.

  • BEDA. De temporum ratione, cap. 15. Tradução inglesa: WALLIS, Faith. Bede: The Reckoning of Time. Liverpool: Liverpool University Press, 1999.
  • SHAW, Philip A. Pagan Goddesses in the Early Germanic World: Eostre, Hreda and the Cult of Matrons. Londres: Bristol Classical Press, 2011.
  • SIMEK, Rudolf. Dictionary of Northern Mythology. Cambridge: D. S. Brewer, 1993.