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Calendário

InferidoRascunho · aguardando revisãoPor Germania Institut
  • Tácito, Germania 11 (98 d.C.): os germanos “não contam o número de dias, como nós, mas o de noites”. As assembleias acontecem “em dias certos, quando a lua começa ou está cheia, pois acreditam que esse é o início mais auspicioso para os assuntos”. Atestado
  • César, Guerra das Gálias I.50: as mães de família dos germanos de Ariovisto declaram, por adivinhação, que não se deve combater antes da lua nova. Atestado
  • A palavra “mês” em todas as línguas germânicas vem de “lua”: inglês antigo mōnaþ, alemão Monat. Atestadolinguística

O ano germânico era lunissolar: meses lunares, acertados periodicamente pelo ano solar (com um mês extra quando necessário), e dividido em duas metades, inverno e verão. Os festivais caíam em luas definidas a partir do solstício, não no dia exato do solstício. Inferidoa partir de Beda e das fontes nórdicas

Anglo-saxão: Beda, De temporum ratione 15 (725 d.C.)

Seção intitulada “Anglo-saxão: Beda, De temporum ratione 15 (725 d.C.)”

Beda descreve o calendário pagão dos anglos, com doze meses lunares, e diz que o ano começava em 25 de dezembro, na Mōdraniht. Alguns meses:

Mês Sentido Época
Ǣrra Gēola / Æftera Gēola Antes e depois de Yule Dezembro / janeiro
Hrēþmōnaþ Mês da deusa Hretha Março
Ēosturmōnaþ Mês da deusa Eostre Abril
Hāligmōnaþ Mês sagrado Setembro
Winterfylleþ Lua cheia do inverno, início do inverno Outubro
Blōtmōnaþ Mês dos sacrifícios (abate do gado) Novembro
Atestadofonte anglo-saxã

Franco: Einhard, Vida de Carlos Magno 29 (por volta de 830)

Seção intitulada “Franco: Einhard, Vida de Carlos Magno 29 (por volta de 830)”

Carlos Magno deu nomes “na própria língua” aos meses, entre eles Ostarmanoth (abril), Heilagmanoth (“mês sagrado”, dezembro), Wintarmanoth (janeiro) e Herbistmanoth (novembro). Atestadofonte continental São nomes da época cristã, mas Ostarmanoth confirma no continente o mesmo nome do Ēosturmōnaþ de Beda. Inferido

Um fragmento de calendário gótico chama novembro de fruma jiuleis, “o que vem antes de Yule”. É a prova de que a palavra Yule era germânica comum, inclusive no leste. Atestado

Segundo Snorri (Saga dos Ynglingos 8), sacrificava-se três vezes ao ano: no início do inverno, por um bom ano; no meio do inverno, pelo crescimento; e no verão, pela vitória. Inferidofonte nórdica

A Saga de Hákon, o Bom conta que o rei transferiu o Yule para coincidir com o Natal. Antes, ele começava na hǫkunótt, no meio do inverno, e durava três noites. Inferidofonte nórdica

O pesquisador Andreas Nordberg propôs que o Yule caía na lua cheia seguinte à primeira lua nova depois do solstício de inverno. Portanto, entre o fim de dezembro e o fim de janeiro, conforme o ano. É a reconstrução acadêmica mais detalhada disponível, mas não é consenso. Inferidohipótese acadêmica

Isso explica por que o Instituto não segue a “Roda do Ano” neopagã, com oito festas fixas nos solstícios, equinócios e datas intermediárias. A Roda é uma criação do século XX, sem base germânica.

Reconstrução moderna

O Instituto segue um calendário lunar com três grandes festivais, mais a Mōdraniht. No hemisfério sul, as estações são invertidas, e os festivais acompanham as estações, não os meses do hemisfério norte.

Festival Regra Hemisfério norte Hemisfério sul
Noites de Inverno Lua cheia três lunações antes do Yule Outubro a início de novembro Abril a início de maio
Mōdraniht Noite anterior à primeira noite de Yule Véspera do Yule Véspera do Yule
Yule Lua cheia após a 1ª lua nova depois do solstício de inverno; três noites Início de janeiro a início de fevereiro Início de julho a início de agosto
Blót da vitória / Ostara Lua cheia três lunações depois do Yule Abril Outubro

As datas exatas de cada ano estão em Datas dos festivais.

Além dos festivais:

  • Lua nova e lua cheia: são bons momentos para os encontros do grupo e para os blóts mensais, seguindo Tácito, Germania 11.
  • Contar noites: o dia ritual começa ao anoitecer, e a festa é “da noite” (a véspera).
  • TÁCITO. Germania, cap. 11.
  • CÉSAR. De bello Gallico, I.50.
  • BEDA. De temporum ratione, cap. 15.
  • EINHARD. Vita Karoli Magni, cap. 29.
  • SNORRI STURLUSON. Heimskringla: Ynglinga saga 8; Hákonar saga góða.
  • NORDBERG, Andreas. Jul, disting och förkyrklig tideräkning: Kalendrar och kalendariska riter i det förkristna Norden. Uppsala: Kungl. Gustav Adolfs Akademien, 2006 (verificar).